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quinta-feira, 31 de julho de 2014


A Deriva
 

A deriva segue minha percepção
Ombros fechados, olhos rasteiros
Perdido no principio destes conceitos
Onde na minha fidelidade, fraquejo

Não estou aqui, nem mesmo em meus desejos
Sou uma sombra da insatisfação
Que nesta luz não permite inclusão
Vivo a deriva, sem porto, sem identificação

Nenhum aprendizado enche meu pote
Nenhum passatempo me acolhe em seu tempo
Nenhum ouvido tem respostas as minhas suplicas
E soa a justiça tão injusta, que vago, sem justificativa

A deriva segue meus olhos, em noite enluarada
Buscando nas estrelas, um traço, um resumo
Desta maldade, mal fadada
De humanidade estampada

Sigo perdido no horizonte azul, deste paraíso glorioso
Habitado de bestas feras, que audaciosamente, proclamam ordem e razão
Sigo enlameado nesta terra putrefata, de leis vertiginosas
Que embebedam sua prole, com fabulas e lorotas

A deriva, até o fim dos dias
Destes dias longos, de uma juventude esquecida
Um tempo sem sentido, ou, sentido tempo
Que compreendo, sem justificativa

Luciano Andrade PATCHANNS

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