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domingo, 23 de março de 2014


Tarde Fria


Não é uma sentença do acaso
No infortúnio não se encontra respaldo
É alusão a sabedoria
Que delimita o ser no âmbito de seu crescimento

Não há justiça para quem desconhece o julgamento
Nem sofrimento prévio para quem não vê além
O caminhante cego é guiado por outro cego
E por consequência caíram

Não existe medo no olhar de quem cansou de esperar
O tempo que é era vindouro
Não se fez para quem queria chegar
E o descrédito tomou conta, e a pergunta, não quer calar

A Ira vira dia, a impunidade é o que sustenta
Não tem mais sentença, para quem não crê na sobrevida
E se valem de reprimendas, para viver de blasfêmias
Ostentando, o que não esta na emenda

E se erguem castelos, a fim de suportar os saques
De quem pilha sentimentos covardes
Na certeza desacreditada
Não encontram pena para sua maldade

Assim é o novo milênio para quem não lê nas entrelinhas
Assim é a nova família de quem roga a empáfia da sabedoria
Olham-te de cima a baixo, como guardadores da soberania
Definha o sentimento,  outrora, harmonia

Não é uma sentença do acaso
Na sorte, não encontram a saída
É alusão a sabedoria
Que um cego negligencia, levando aos seus, uma longa tarde fria


Luciano Andrade PATCHANNS
www.facebook.com/PATCHANNS

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